terça-feira, 20 de novembro de 2012
Esforços X Sorrisos
domingo, 11 de novembro de 2012
Dona do seus ideais
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Pra falar de Deus
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
(des) ilusão amorosa
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Perdi a força no punho da arte
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Matando a criança dentro de mim
terça-feira, 17 de julho de 2012
" Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder"
"Deixa assim ficar subentendido. É uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer."
sexta-feira, 30 de março de 2012
Hoje
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A janela dos seus olhos
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Um algo melhor
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Espaço
domingo, 11 de setembro de 2011
Romances diários
sábado, 16 de julho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Um par
Vou estar aqui, no mesmo lugar
Esperando aquele dia voltar.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
PROCURADO
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Quem garante Que o que você é É o que o outro espera de você?
Sem me comparar
Sem entristecer
Sem tentar mudar
Sem poder entender.
Não dá
Eu vou ter que sair pra poder voltar.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
A Garota dos Pés de Vidro
Muitas coisas me levaram a me encantar com esse livro. Primeiro foi o nome, que soou em meus ouvidos como um leve sino que parecia tentar me dizer que a leitura valeria a pena. Depois foi a capa, lúdica e encantadora, com sua impressão em relevo que, por vezes, estudei com as pontas dos dedos sem perceber, enquanto mergulhava página por página do seu interior. Por fim, as palavras, que me fizeram esquecer o mundo à minha volta, fazendo me sentir como se eu mesma estivesse em St Hauda's Land e, quem sabe, que eu mesma fosse a garota a se transformar subitamente em vidro. Apesar de eu ter torcido o tempo inteiro para um final completamente diferente, eu coloco "A Garota dos Pés de Vidro" na minha lista de prediletos. É o típico livro que mexe com os meus sentidos. Procurei saber um pouco mais sobre o autor, Ali Shaw, e me encantei mais ainda! Seu site é tão lúdico e fascinante quanto o próprio livro. Poderia escrever milhares de cartas elogiando seu trabalho, realmente encantador. Mas limitei-me a dizer que sim, eu acredito no gado com asas de borboleta, em corpos de vidro no fundo de um lago, num animal que transforma em branco tudo o que vê.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Lúdico romance por palavras irreais
domingo, 23 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A minha alma chora
Tudo parece tão bem! A casa está em ordem, a família mesmo longe está tranquila, os amigos estão sempre presentes, o emprego vai melhorando a cada dia...
Mas é quando fecho os olhos e enxergo lá dentro, na escuridão do meu pequeno corpo, que vejo o que não me agrada; a minha alma chora. Está com os olhos lavados de lágrimas tristes e com os pulmões apertados de tanto soluçar. Por vezes a encontro de joelhos, com os olhos cerrados, numa espécie de descanso da tristeza. Tento alegrá-la e reanimá-la de todas as formas, tento mostrar que aqui fora tudo vai bem, que estamos tranquilas! Mas ela sente que não é bem assim, que ainda falta. E não faltaria tudo o que tenho, se eu tivesse a sua alegria sincera. Trocaria meu sorriso no rosto por suas lágrimas doloridas, inverteria a situação e choraria por fora, sorrindo por dentro. Porque o que me mata, é o que vejo todos os dias na minha secreta escuridão. Quando fecho meus olhos, eu sinto; a minha alma chora.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Exemplos
sábado, 9 de outubro de 2010
Racional
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
"Otariedade" Feminina
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Saudade
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Deita e rola
terça-feira, 13 de julho de 2010
O caminho
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Hoje me encontrei com uma libélula
quarta-feira, 21 de abril de 2010
We'll paint the town red and we'll shake the trees
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Escaldado
Como um gato arisco, ao primeiro sinal de ameaça, eriçava o pêlo e esquivava, afastando-se com agilidade. quarta-feira, 7 de abril de 2010
Quebre este copo
(trecho de “Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei”) | |
O vinho tornava as coisas mais fáceis para ele. E para mim. – Por que você parou de repente? Por que não quer falar de Deus, da Virgem, do mundo espiritual? – Quero falar de outro tipo de amor – insistiu. – Aquele que um homem e uma mulher compartilham, e em que também se manifestam os milagres. Segurei suas mãos. Ele podia conhecer os grandes mistérios da Deusa – mas de amor sabia tanto quanto eu. Mesmo que tivesse viajado tanto. E teria que pagar um preço: a iniciativa. Porque a mulher paga o preço mais alto: a entrega. Ficamos de mãos dadas por um longo tempo. Lia em seus olhos os medos ancestrais que o verdadeiro amor coloca como provas a serem vencidas. Li a lembrança da rejeição da noite anterior, o longo tempo que passamos separados, os anos no mosteiro em busca de um mundo onde estas coisas não aconteciam. Lia em seus olhos as milhares de vezes em que havia imaginado este momento, os cenários que construíra ao nosso redor, o cabelo que eu devia estar usando e a cor da minha roupa. Eu queria dizer “sim”, que ele seria bem-vindo, que o meu coração havia vencido a batalha. Queria dizer o quanto o amava, o quanto o desejava naquele momento. Mas continuei em silêncio. Assisti, como se fosse um sonho, à sua luta interior. Vi que tinha diante dele o meu “não”, o medo de me perder, as palavras duras que escutou em momentos semelhantes – porque todos passamos por isto, e acumulamos cicatrizes. Seus olhos começaram a brilhar. Sabia que estava vencendo todas aquelas barreiras. Então soltei uma das mãos, peguei um copo e coloquei na beirada da mesa. – Vai cair – disse ele. – Exato. Quero que você o derrube. – Quebrar um copo? Sim, quebrar um copo. Um gesto aparentemente simples, mas que envolvia pavores que nunca chegaremos a compreender direito. O que há de errado em quebrar um copo barato – quando todos nós já fizemos isto sem querer alguma vez na vida? – Quebrar um copo? – repetiu ele. – Por quê? – Posso dar algumas explicações – respondi. – Mas, na verdade, é apenas por quebrar. – Por você? – Claro que não. Ele olhava o copo de vidro na beira da mesa – preocupado com que caísse. “É um rito de passagem, como você mesmo fala”, tive vontade de dizer. “É o proibido. Copos não se quebram de propósito. Quando entramos em restaurantes ou em nossas casas, tomamos cuidado para que os copos não fiquem na beira da mesa. Nosso universo exige que tomemos cuidado para que os copos não caiam no chão. Entretanto, continuei pensando, quando os quebramos sem querer, vemos que não era tão grave assim. O garçom diz “não tem importância”, e nunca na vida vi um copo quebrado ser incluído na conta de um restaurante. Quebrar copos faz parte da vida e não causamos qualquer dano a nós, ao restaurante, ou ao próximo. Dei um esbarrão na mesa. O copo balançou, mas não caiu. – Cuidado! – disse ele, instintivamente. – Quebre o copo – eu insisti. Quebre o copo, pensava comigo mesma, porque é um gesto simbólico. Procure entender que eu quebrei dentro de mim coisas muito mais importantes que um copo, e estou feliz por isto. Olhe para a sua própria luta interior e quebre este copo. Porque nossos pais nos ensinaram a tomar cuidado com os copos, e com os corpos. Ensinaram que as paixões de infância são impossíveis, que não devemos afastar homens do sacerdócio, que as pessoas não fazem milagres, e que ninguém sai para uma viagem sem saber aonde vai. Quebre este copo, por favor – e nos liberte de todos estes conceitos malditos, esta mania que se tem de explicar tudo e só fazer aquilo que os outros aprovam. – Quebre este copo – pedi mais uma vez. Ele fixou seus olhos nos meus. Depois, devagar, deslizou sua mão pelo tampo da mesa, até tocá-lo. Num rápido movimento, empurrou-o para o chão. O barulho do vidro quebrado chamou a atenção de todos. Em vez de disfarçar o gesto com algum pedido de desculpas, ele me olhava sorrindo – e eu sorria de volta. – Não tem importância – gritou o rapaz que atendia as mesas. Mas ele não escutou. Havia se levantado, me agarrado pelos cabelos, e me beijava. Eu também o agarrei nos cabelos, abracei-o com toda força, mordi seus lábios, senti sua língua se movendo dentro de minha boca. Era um beijo que havia esperado muito – que havia nascido junto dos rios de nossa infância, quando ainda não compreendíamos o significado do amor. Um beijo que ficou suspenso no ar quando crescemos, que viajou pelo mundo através da lembrança de uma medalha, que ficou escondido atrás de pilhas de livros de estudos para um emprego público. Um beijo que se perdeu tantas vezes e que agora tinha sido encontrado. Naquele minuto de beijo estavam anos de buscas, de desilusões, de sonhos impossíveis. Eu o beijei com força. As poucas pessoas que estavam naquele bar devem ter olhado, e pensavam estar vendo apenas um beijo. Não sabiam que naquele minuto de beijo estava o resumo de minha vida, da vida dele, da vida de qualquer pessoa que espera, sonha e busca o seu caminho debaixo do sol. Naquele minuto de beijo estavam todos os momentos de alegria que vivi. [Paulo Coelho - Guerreiro da Luz Online] | |
sábado, 27 de março de 2010
Na sombra do poste

terça-feira, 9 de março de 2010
E eu só peço a quem me pede que eu tenha um bom coração, que me dê uma razão




